SETEMBRO AMARELO

Movimento Setembro Amarelo

 

Conheça o movimento “Setembro Amarelo” e entenda a importância do diálogo para a prevenção do suicídio

Em tempos de setembro amarelo, mês dedicado a prevenção do suicídio no Brasil parece haver um consenso de que falar sobre o tema, por mais espinhosa que seja a tarefa, é sempre a melhor opção.
O debate responsável entre os vários segmentos da sociedade, por exemplo, pode não só difundir o conhecimento a respeito do tema como também estimular a adoção de boas práticas e a construção de alternativas saudáveis para o enfrentamento do problema.
Do mesmo modo, falar também pode aliviar a dor. Nesse caso, na condição de ouvintes, podemos oferecer ao sujeito que sofre uma escuta ativa livre de julgamentos, respeitando seu tempo e seus sentimentos. Adotar uma conduta respeitosa, assim como permanecer à disposição da pessoa para uma segunda conversa em outro momento pode ser de grande valia.
Por conseguinte, é fundamental atentar para o fato de que, cada intenção, cada tentativa de suicídio pode esconder uma história de dor e um sofrimento intenso.
Ademais, dados de recente levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que nove em cada dez mortes por suicídio poderiam ser evitadas. Para tanto, devemos superar a ideia de que o suicídio é um problema individual: o fenômeno do suicídio é uma questão multifatorial, de saúde pública cuja prevenção deve ser pensada coletivamente.
Refletindo sobre a questão no campo das ações, percebemos a importância da implementação do trabalho inter setorial de profissionais da saúde, educação, assistência social e poder judiciário atuando em conjunto com as famílias tanto na proposição de ações preventivas quanto na formação de uma rede de proteção a esses sujeitos. Indo mais além, nas ocasiões em que o ato suicida se concretiza ou mesmo em situações de perda que causem grande comoção, em maior ou menor grau, toda a comunidade se sensibiliza com tais eventos.
Dessa forma, é também função da rede comunitária acolher os familiares ou mesmo pessoas que estejam emocionalmente vulneráveis, despertando nelas a certeza de que não estão sozinhas, encorajando-as a procurar ajuda especializada sempre que necessário.

Psicólogo Abner Barzotto